O Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa comemora-se anualmente a 15 de novembro. O objetivo deste dia é promover a Língua Gestual Portuguesa e garantir o respeito dos direitos das pessoas surdas.

Neste dia os programas televisivos podem apresentar linguagem gestual, assim como se podem realizar cursos e outras iniciativas especiais a valorizar esta silenciosa linguagem. A GNR relembra a existência do serviço “SMS Segurança” (número 96 10 10 200) para a receção de emergências de pessoas surdas ou com dificuldades auditivas.

A língua gestual é a forma de comunicação utilizada pelas pessoas surdas e por todos aqueles que comunicam com pessoas surdas. É produzida a partir dos movimentos das mãos, do corpo e por expressões faciais, sendo a sua receção visual. Esta linguagem possui um vocabulário especial e uma gramática própria.

A Língua Gestual Portuguesa (LGP) foi reconhecida enquanto língua da comunidade surda portuguesa pela Constituição da República em 1997, a 15 de novembro, data em que se assinala o Dia Nacional da Linguagem Gestual Portuguesa. A Comissão para o reconhecimento e proteção da Língua Gestual Portuguesa e defesa dos direitos das pessoas surdas foi criada também a 15 de novembro.

Fonte: calendarr.com

AEJD como Referência

No Atendimento a Crianças com Surdez

A Escola EB1 / JI Nº 4 de Faro é, desde setembro de 1974, uma referência no atendimento a crianças com surdez no Algarve. Após a revolução de 25 de Abril, a Divisão do Ensino Especial do Ministério da Educação cria uma Sala de Apoio à Deficiência Auditiva na escola primária da Penha. De 1974 a 1978, esta sala funcionou com uma professora especializada na área da deficiência auditiva.

Num pré-fabricado, composto por uma divisão e duas casas de banho, a professora recebia, tal como atualmente, crianças com surdez de todo o Algarve. Os alunos eram apoiados a partir dos 6 anos e poderiam, conforme a distância a percorrer diariamente, ficar em Casas de Colocação em Faro, já que o transporte para a escola tinha que ser assegurado pela família.

1974-1978

Através do Programa de Cooperação Luso-Sueco para a Deficiência Auditiva, dá-se um salto qualitativo no modelo de atendimento oralista. Através deste programa é fomentado o desenvolvimento tecnológico e a investigação científica na área da surdez. Docentes, terapeutas da fala e psicólogos recebem formação de investigadores/formadores internacionais.

A Sala de Apoio passa a Núcleo de Apoio à Criança Deficiente Auditiva (NACDA) em 1978, com dois professores especializados e um terapeuta da fala. Os NACDA são apetrechados com anéis magnéticos, sistemas FM e amplificadores de mesa, de forma a melhorar a percepção e discriminação auditiva. São também fornecidos pela Suécia, materiais pedagógicos inovadores.
Para a realização de audiogramas e manutenção dos equipamentos magnéticos e FM, o NACDA contava com o apoio mensal de um engenheiro do Laboratório Nacional de Engenharia Civil de Lisboa (LNEC). O NACDA de Faro passa, pouco tempo depois, a contar com quatro docentes, um terapeuta da fala e um psicólogo a tempo inteiro.

1998

O Núcleo de Apoio à Criança Deficiente Auditiva (NACDA) mantem-se em funcionamento até 1998, altura em que passa a chamar-se Unidade de Apoio à Educação de Crianças e Jovens Surdos (UAECJS). Esta mudança não implicou alterações
funcionais ou metodológicas.

2008

A Unidade de Apoio à Educação de Crianças e Jovens Surdos de Faro passa a integrar formadores e intérpretes de LGP. Dá-se assim a mudança do modelo oralista para o modelo bilingue.

A UAECJS de Faro passa a Escola de Referência para a Educação Bilingue de Alunos Surdos(EREBAS), sendo atualmente denominada Escola de Referência para a Educação Bilingue (EREB).

Texto: Professora Fernanda Horta, Agrupamento João de Deus

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